Autor de Esquina Maldita e Nega Lu, uma dama de barba
malfeita, Paulo César Teixeira estará em Conversa de Bar, no Porto Carioca
(republica - 188 - Cidade Baixa – Porto Alegre, Rio Grande do Sul). Prestigie!
Dia 18 de abril.
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quarta-feira, 4 de abril de 2018
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Libretos na Jornada Literária Jornalística
Em comemoração dos seus 74 anos o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindijors) está realizando a Jornada Literária Jornalística. Ontem (21 de setembro) foi o primeiro dia e aconteceram três painéis a Libretos participou de todos.
O primeiro painel foi sobre Jornalistas e escritores com a participação de Júlio Remy e de Paulo César Teixeira, autor de três livros publicados pela Libretos, são eles: Darcy Alves - uma vida nas cordas do violão, Esquina Maldita e Nega Lu - Uma dama de barba malfeita (Vencedor do Prêmio Ages 2016 na categoria não-ficção).
Já o segundo painel reunião jornalistas editores com a participação de Tito Montenegro, Gustavo Guertler, Flávio Ilha, Denise Nunes e Clô Barcellos, proprietária e diretora da Libretos.
Fotos: Marco Nedeff
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Paulo Cesar Teixeira fala sobre a Faculdade de Arquitetura da UFRGS
“A faculdade era um imenso bar, naquilo que os bares têm de
filosófico, lúdico, quixotesco. Muitos de nós devemos à faculdade não uma
profissão, mas uma visão de mundo. Um tempo que foi curto, mas que nos deu
pistas de que a vida poderia ser diferente, criativa, justa, divertida.”

Artigo sobre a Faculdade de Arquitetura da UFRGS nos anos 60
na ZH de sábado, 26/1/2013.
POLITIZAÇÃO E DESBUNDE
Assim se projetou uma geração
A Faculdade de Arquitetura da UFRGS refletiu a rebeldia dos
anos 1960. Por lá passaram diversos personagens e personalidades
Uma sexagenária que acompanhou a trajetória de sua geração,
a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS foi uma espécie de point de
descolados que sintonizou Porto Alegre com os movimentos de vanguarda política,
estética e comportamental que se alastravam pelo mundo nos anos 1960.
A escola que completou seis décadas de vida em junho do ano
passado era um “centro convulsionado de inquietações”, como sugere o ex-aluno
Jorge Polydoro, atual presidente do Instituto e revista Amanhã. “Era a
faculdade da moda”, acrescenta Luís Carlos Macchi Silva, o Lico, que ingressou
como estudante em 1965 e hoje é professor da instituição. Em nível nacional, a
arquitetura também estava na moda. O país vivia a euforia causada pela inauguração
de Brasília, em 1960, período no qual a obra de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer
ganhara popularidade. Artistas já famosos ou em vias de se consagrarem, como
Tom Jobim e Chico Buarque de Hollanda, por exemplo, em algum momento de suas
trajetórias foram estudantes de Arquitetura. Em termos locais, a vinculação
histórica da faculdade da UFRGS com o Instituto de Belas Artes (do qual se
originou) fazia com que o curso naturalmente atraísse um contingente de pessoas
ligadas à arte e à cultura.
Não é de admirar que, além de futuros arquitetos, a escola
aglutinasse personalidades que depois se destacariam em outras áreas, como o
escritor Tabajara Ruas e os cartunistas Edgar Vasques e Santiago, além dos
músicos Wanderlei Falkenberg e Cláudio Levitan, nomes ligados ao movimento da
Tropicália gaúcha. Por lá também passou o advogado e jornalista José Antônio
Pinheiro Machado (o Anonymus Gourmet), junto com o irmão Ivan, que anos depois
fundaria a L&PM Editores com o também colega de faculdade Paulo de Almeida
Lima. Sem contar o fotógrafo Luiz Carlos Felizardo e o cenógrafo e dono do Bar
Ocidente, Fiapo Barth, além do empresário Telmo Magadan, que ocupou cargos
públicos como a presidência da EBTU (Empresa Brasileira de Transportes Urbanos)
nos anos 1980.
Edgar Vasques marcara um X em Arquitetura na inscrição do
vestibular por considerá-la “a opção mais parecida com desenho”. Além disso,
“os amigos, as namoradas e todo o debate político e ideológico estava
concentrado lá”, justifica. No período da faculdade, surgiu o Rango, personagem
maltrapilho e esfomeado criado pelo cartunista como antítese da imagem do país
de bonança e fartura alardeada pela propaganda do regime militar, que governava
o país com mão de ferro. Rango fez sua primeira aparição em 1970, nas páginas da
revista Grillus, editada pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura
(Dafa), antes de ser lançado em livro, em agosto de 1974, pela L&PM.
“Ora, professor, nós queremos a revolução!”
Naquele período, a UFRGS vivia uma fase de instabilidade,
que culminou, em 1969, com uma segunda leva de cassações que afastou 20
professores (a primeira ocorrera em 1964, logo após o golpe militar, com 17
docentes sendo aposentados, exonerados ou dispensados). A Faculdade de
Arquitetura foi a mais atingida pelo expurgo. “A verdade é que os melhores
professores foram cassados. Não apenas os que eram de esquerda, também os mais
inteligentes e abertos às novas ideias”, assinala Cláudio Levitan. Em meio à
turbulência, os estudantes iniciaram uma campanha com o sugestivo título de
“Nosso ensino é uma farsa”, que resultou na organização de um seminário para
reavaliar radicalmente o currículo e a metodologia de ensino. A faculdade parou
para repensar a si mesma.
O presidente do Dafa, durante a realização do seminário com
dez dias de duração, era Newton Baggio, que depois ocuparia cargos na
prefeitura de Porto Alegre como secretário de Planejamento, nos anos 1980, e de
Gestão e Acompanhamento Estratégico no mandato do prefeito José Fortunati.
“Muitas das propostas aprovadas no seminário foram adotadas pela direção da
faculdade”, recorda ele. Entusiasmados, os alunos passaram a arriscar novas
linguagens na apresentação dos trabalhos acadêmicos. Um deles escreveu laudas e
laudas na máquina de escrever para depois picotá-las com uma tesoura na frente
do professor. Outro construiu maquinetas de moer bonequinhos para explicar o
fenômeno físico da compressão e, ao mesmo tempo, criticar uma sociedade que
“moía o cérebro das pessoas”. “Tentávamos contorcer tudo do avesso só para ver
até onde podíamos chegar. Depois, o professor que se virasse para dar a nota”,
sublinha Vasques. Alguns docentes entravam no jogo, outros nem tanto. Um dos
mais antigos perdeu a paciência: “Mas, afinal, o que vocês querem?”. Lá do
fundo da sala, ouviu-se a voz de uma estudante: “Ora, professor, nós queremos
fazer a revolução!”. Nem mais, nem menos.
O comportamento dos estudantes da Arquitetura sofria
múltiplas interferências de um mundo que estava sendo posto de cabeça para
baixo. Ao mesmo tempo em que se organizavam para combater a ditadura militar,
os universitários se entregavam de corpo e alma à revolução de costumes que
tomava conta do planeta. “Havia a busca de um caminho alternativo nos moldes do
movimento hippie, que misturava drogas e festas. Casamento aberto, sexo grupal,
vida em comunidade, tudo entrava na pauta”, lembra Levitan.
Neste caldeirão de influências, havia os adeptos do
antropólogo estruturalista francês Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009) e os
entusiastas do filósofo alemão Herbert Marcuse (1898 – 1979), autor de Eros e
Civilização, que tentava unir as teorias de Freud e Marx. Outros se encantavam
com o teórico canadense Marshall McLuhan (1911 – 1980), criador da expressão
“aldeia global” e de frases que entraram para o vocabulário moderninho da
época, como “O meio é a mensagem”. Sem falar nos fãs do filósofo, linguista e
escritor italiano Umberto Eco, que chegou a realizar uma palestra no Dafa antes
de ganhar fama.
Na corrida eleitoral para a direção do centro acadêmico, as
esquerdas se dividiam entre o Partido Comunista Brasileiro, o Partidão, e o
Partido Operário Comunista, o POC. Ligado ao PCB até por questões familiares,
José Antônio elegeu-se presidente do centro acadêmico em 1969 (o pai, Antônio
Pinheiro Machado Netto, foi constituinte pela sigla em 1947). Em outubro do ano
anterior, tinha participado como representante da faculdade do 30º Congresso da
UNE, em Ibiúna (SP), que acabou com a prisão de centenas de estudantes. O
Anonymus Gourmet amargou dois meses de calabouço. Quando voltou, havia perdido
a data das provas e teria sido reprovado não fosse o gesto de coragem e
solidariedade de professores que decidiram aprová-lo, mesmo sem a realização
dos exames. “Entre eles, estavam o Flávio Soares e o Ari Canarin”, registra o
jornalista, até hoje agradecido.
Em outra trincheira, estavam os defensores da contracultura,
movimento underground que se alimentava das ações e propostas dos alunos do
campus de Berkeley da Universidade da Califórnia, um dos principais palcos do
movimento pacifista dos Estados Unidos nos anos 1960. Carlos Eduardo Weyrauch,
o Mutuca, pioneiro do rock gaúcho, salienta que, ao contrário do que diziam os
militantes partidários, o pessoal da contracultura estava longe de ser
alienado. “Havia um senso crítico apurado com a valorização do psicodelismo e
do rock como postura política e comportamental”.
A tribo da contracultura concorreu à sucessão de José
Antônio com Mutuca na cabeça da chapa. A plataforma eleitoral incluía bordões
do apresentador de televisão Chacrinha – “Eu não vim para explicar, eu vim para
confundir” –, além de propostas desconcertantes como “Faremos o Mirante do
Óbvio no telhado da faculdade”. Mutuca perdeu a eleição por minguados 17 votos
para o grupo de Dirceu José Carneiro, que depois seguiu carreira política como
parlamentar e prefeito de Lages (SC), pelo PMDB. “Quando terminou a contagem
dos votos, fui ao encontro do Dirceu e sapequei-lhe um beijo no rosto, para
espanto e incredulidade dos presentes”, relembra o músico.
Divergências ideológicas à parte, na hora da fuzarca, todas
as alas se divertiam juntas. “O sujeito de esquerda namorava a menina hippie e
vice-versa”, sintetiza Edgar Vasques. Até porque as dezenas de colchões
espalhados pelo chão do Dafa contribuíam para desfazer eventuais discordâncias
políticas. Nas paredes da sala, panos pendurados em cores quentes, como
vermelho e roxo (instalação do artista plástico Flávio Pons) ajudavam a criar
um clima de aconchego.
Para se ter ideia da importância da Faculdade de Arquitetura
da UFRGS na vida cultural de Porto Alegre nos anos 1960, basta citar que o Dafa
foi responsável pela produção do Arqui-Samba, show musical que trouxe à capital
gaúcha – entre 1965 e 1969 – nomes como Baden Powell, Vinicius de Moraes,
Silvinha Telles, Tamba Trio e Chico Buarque. Ainda estudante de Arquitetura da
USP, Chico se apresentou no cine Cacique, em outubro de 1966, uma semana após
ganhar o 2º Festival da Música Popular, da TV Record, com A Banda.
Algum tempo antes, Antonio Aiello (membro da ala cultural do
Dafa) havia negociado o cachê com o artista nos bastidores do programa Fino da
Bossa, de Elis Regina e Jair Rodrigues, em São Paulo. “Tínhamos firmado apenas
um acordo verbal. Mesmo sabendo que poderia exigir três ou quatro vezes mais
(após ganhar o festival), ele manteve sua palavra e não nos impôs nenhuma
condição suplementar. Caráter é um dos componentes desta figura maravilhosa”,
escreveu Aniello em Arquitetura UFRGS – 50 anos de Histórias (Editora da UFRGS,
2002), livro organizado por Flavia Licth e Salma Cafruni em comemoração ao
cinquentenário da faculdade. A última edição do Arqui-Samba, em 1969,
apresentou os tropicalistas Gal Costa e os Mutantes. “Depois do show, levamos
os meninos dos Mutantes para jantar no Barranco. Eu me sentei ao lado da Rita
Lee, uma bela moça que devia ter seus 18 anos”, recorda Jorge Polydoro.
Tropicalismo e golpe de cravelha na cabeça.
O Dafa promoveu ainda o Festival Universitário da Música
Popular Brasileira, no Salão de Atos da UFRGS. Na época, havia um fosso em
frente ao palco, onde se acomodavam os músicos da Ospa para acompanhar os
concorrentes. O festival contou com a participação de atrações nacionais em
começo de carreira, como Danilo Caymmi, Zé Rodrix e Beth Carvalho. A primeira
edição, em 1968, até que foi bem comportada. No ano seguinte, inspirados no
tropicalismo de Caetano Veloso e Gilberto Gil, alguns dos participantes resolveram
“romper as estruturas” , como relata o crítico musical Juarez Fonseca em Porto
Alegre, Anos 60: uma Década Musical Quase Esquecida, artigo publicado no livro
Pensando Porto Alegre (Instituto Hominus, 2012).
O grupo O Succo, liderado por Mutuca, entrou no palco com o
baixista Flávio Dias, o Chaminé, vestido de ceroulas e com um penico na cabeça.
A irreverência foi interpretada como falta de respeito por alguns colegas, como
o pianista e arranjador Geraldo Flach (falecido em 2011). A discussão esquentou
nos bastidores, e Renato Português, que fazia parte de O Succo, acertou a
cravelha de seu contrabaixo elétrico na cabeça de Flach. “Tivemos que levar o
Geraldo até o HPS e ainda passar na delegacia de polícia para registrar a
ocorrência. O que livrou o Português da prisão foi o fato de o delegado de
plantão ser o Luiz Matias Flach (por coincidência, irmão de Geraldo), que
achava que essa gente da música era toda meio doida mesmo...”, conta Polydoro,
que exercia a função de contrarregra. Aliás, a principal dificuldade de
Polydoro para desempenhar suas atribuições era arrebanhar os músicos, que
insistiam em bebericar uns drinques no boteco da esquina. “Havia horário a
cumprir porque o festival estava sendo transmitido ao vivo (em 1968, pela TV
Piratini, e em 1969, pela TV Gaúcha, hoje RBS TV). Era um stress medonho,
porque chegavam sempre em cima da hora.”
Após os incidentes com Flach, O Succo provocou mais uma
estripulia. Uma das surpresas preparadas seria espalhar talco no palco. “Daí
que, empolgado pela música e ainda alterado pela briga, sem mais nem menos,
Português chutou o pacote (de talco industrial) na direção da orquestra postada
no fosso em frente – o que, além de sujar os ternos pretos dos músicos, acabou
com o som dos violinos”, registra Juarez Fonseca. Infelizmente, não há registro
em vídeo dos festivais. “Os rolos de videotape que não queimaram foram
danificados pela ação das mangueiras dos bombeiros para apagar incêndios que
atingiram os canais de televisão”, explica Luís Carlos Silva, o Lico, um dos
organizadores dos shows. Assim, fotos publicadas em jornais da época constituem
as únicas imagens disponíveis. Bem que ele tentou reunir a turma para um novo
espetáculo em 2012. Uma data chegou a ser reservada no Salão de Atos para a
atividade de extensão universitária, que reuniria Danilo Caymmi, Raul
Ellwanger, Wanderlei Falkenberg e Beth Carvalho, mas faltou patrocínio. “Um dia
sai”, suspira Lico.
Não bastasse a programação musical, a Arquitetura atraía a
juventude também pelo “festerê”, como eram chamadas as reuniões dançantes
promovidas no primeiro andar do prédio. Outra área privilegiada era o
anfiteatro com 200 lugares no piso térreo, onde ocorriam espetáculos de música
e teatro. Sem falar nas exposições de artistas plásticos, com charges, desenhos,
caricaturas e quadrinhos. Mas, sem dúvida, o evento mais cult da faculdade era
o Pontinho, realizado nas noites de sextas-feiras no bar da faculdade. “Não sei
por que, o contrato do ecônomo obrigava que ele cedesse o espaço para o Dafa,
uma vez por semana. Convidávamos o pessoal da música para dar canja lá”, relata
Lico. No Pontinho, palco de novas bandas, apresentou-se pela primeira vez em
público o Utopia, trio formado por Bebeto Alves e os irmãos
Ronald e Ricardo Frota. “A nossa geração aprontou bastante. Hoje, fica difícil
bancarmos os velhinhos bem comportados”, brinca Maria Lúcia Sampaio, que
interrompeu a faculdade em 1971, quando precisou se exilar no Chile.
Boa parte dos estudantes da Arquitetura viveu com
intensidade a experiência universitária, mas não saiu com o diploma da
faculdade. É o caso também de Jorge Polydoro e do Anonymus Gourmet. Em 1971,
após uma longa noite de estudos para a prova da disciplina de Cálculo, na casa
de José Antônio, na Rua Santa Terezinha, os dois jovens estudantes tomaram uma
decisão drástica. “Entramos de cabeça nos estudos, mas, quando clareou o dia,
chegamos à conclusão de que não dávamos para aquilo. Combinamos, então, que
entregaríamos a prova em branco e abandonaríamos a faculdade.” E assim o
fizeram.
Pouco importa. Afinal, como escreveu Ivan Pinheiro Machado
no livro em homenagem ao cinquentenário da faculdade, a escola da UFRGS
representou nos anos 1960 uma “espécie de ilha da fantasia” em uma realidade
marcada pelo obscurantismo. “A faculdade era um imenso bar, naquilo que os
bares têm de filosófico, lúdico, quixotesco. Muitos de nós devemos à faculdade
não uma profissão, mas uma visão de mundo. Um tempo que foi curto, mas que nos
deu pistas de que a vida poderia ser diferente, criativa, justa, divertida.”
PAULO CÉSAR TEIXEIRA | JORNALISTA, AUTOR DE ESQUINA MALDITA
(EDITORA LIBRETOS, 2012)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Esquina Maldita na Revista da Cultura
O Livro Esquina Maldita do autor Paulo Cesar Teixeira, está na Galeria da Revista da Cultura!
"O cantor e compositor Wander Wildner lê Esquina Maldita, de Paulo Cesar Teixeira. A obra serve de referência para o seu novo trabalho, que está no forno, e fala sobre uma Porto Alegre do presente e do futuro 'Serve para rememorar como era a cidade nos anos 1970 e perceber que, naquela época, os seus habitantes eram proporcionalmente mais inteligentes e criativos' "
"O cantor e compositor Wander Wildner lê Esquina Maldita, de Paulo Cesar Teixeira. A obra serve de referência para o seu novo trabalho, que está no forno, e fala sobre uma Porto Alegre do presente e do futuro 'Serve para rememorar como era a cidade nos anos 1970 e perceber que, naquela época, os seus habitantes eram proporcionalmente mais inteligentes e criativos' "
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Esquina Maldita é fonte de pesquisa
O livro Esquina maldita de Paulo César Teixeira foi
um dos matérias de pesquisa para a produção do Filme sobre um Bom Fim, um
documentário sobre o bairro.
“Filme Sobre um Bom Fim
O livro “Esquina Maldita”, de Paulo César Teixeira, também
teve muita importância na pesquisa do nosso filme.
Ele fala do cruzamento da Osvaldo Aranha com a Sarmento
Leite, onde se formou um verdadeiro gueto boêmio, cuja efervescência diz muito
sobre o surgimento da cena cultural urbana de Porto Alegre.
Todo mundo tem histórias da Esquina Maldita pra contar. Quem
transitou pelo Bom Fim entre os anos 1960 e 1980 sabe que ali a coisa acontecia.”
Publicado pela página Filme sobre um Bom Fim em 03 de
fevereiro de 2015, clique aqui para acessar a página deles no Facebook
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Entrevista com Paulo Cesar Teixeira - Lado bem literatura
Veja a entrevista com Paulo Cesar Teixeira (Foguinho) no Lado bem Literatura, ele fala sobre as escolhas dos temas de seus livros, sobre não ser um escritor e a respeitos de seus livros já publicados, Darcy Alves e Esquina Maldita e do próximo livro Nega Lu.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Esquina Maldita por Adeli Sell
Para aqueles que ainda estão na dúvida se
compram ou não o livro Esquina Maldita e para aqueles que adoraram o livro e
não cansam de ler matérias e resenhas sobre ele postamos mais um texto, esta resenha
nos foi enviada pelo professor e escritor Adeli Sell:
ESQUINA MALDITA - UM ALENTO À ATUALIDADE
Em tempos em que o debate político está mais para a coluna policial, e os
holofotes da imprensa dão brilho aos novos heróis: desde o delegado da pequena
cidade do interior ao todo poderoso STF, um bom alento é a edição de “Esquina
Maldita”, de Paulo César Teixeira, pela editora Libretos.
Teixeira remonta o cenário na juventude eletrizada pelo direito à
revolução, do mundo ou do seu próprio nariz, fazia da boemia e da vida noturna
um debate existencial. Os jovens estavam impregnados de sonhos e combatiam o
silêncio e o doloroso cale-se promulgado pelas manchetes distorcidas daquele
período. Lembro-me do "mar de lama" alardeado pelos lacerdistas
contra o Getúlio e o que se viu foi o contrário durante os anos de chumbo que
se sucederam. O mar de lama aumentou.
As discussões tinham um QG: era a lendária esquina maldita, a vibrante quadra
entre a Osvaldo Aranha e a Sarmento Leite. Uma quadra de espaço aberto,
democrático, despretensioso. Revoluções mentais e ações políticas espocavam nas
mesas de bar por ali. Paulo César, que era frequentador da época e do local,
coletou testemunhos dos ativistas e devolve à memória da cidade a herança das
coisas produzidas por ali.
Júlio Conte, por exemplo, concretiza: “muito do que se produziu de arte e
cultura na cidade, nasceu na Esquina Maldita”. Vanderlei Falkenberg, numa clara
demonstração de que tínhamos sonhos: “Acreditávamos que, com o fim da ditadura,
todos seríamos felizes”. E esta complexa simplicidade nos movia da universidade
ou da militância sindical aos bares.
Falava-se de nós, falava-se de eu. Sim, havia uma individualidade, mas mesmo
esta desembocava numa caminhada rumo a revolução de um coletivo. Foi o caso da
Nega Lu que com sua bravura de negro, “bicha” e maluco, fez muita gente “sair
do armário” e assumir sua plenitude, seus desejos e lutar pelo fim da
homofobia. Lutamos ainda.
Se um jovem “hypster” lê o Esquina Maldita, vai entender que a modernidade está
sempre começando e se esgotando, movimentos e contra movimentos nos forjam
desde sempre. E vai entender que houve uma rede social off line
poderosíssima, ácida e recheada de picardia. "Ficávamos de pé, sem parar
de beber ou conversar, enquanto os policiais revistavam nossos bolsos",
diz Eduardo San Martin. Era a resistência e a ironia. Uma tribo e um movimento
social, contestatório, de luta contra a ditadura. Atualmente tem gente que fica
na Cidade Baixa, fazendo exatamente a mesma coisa, mas é tudo mais
"eu", menos tribal, menos cultural, mais no abismo vazio, do eu por
mim mesmo. Meus feitos minha glória juvenil.
Claro que ali nem tudo era clareza, nem tudo eram luzes “para falar a verdade,
não sei bem o que fazíamos quando estávamos loucos”, diz, corajosamente, Wesley
Coll. Ainda assim, pela esquina da Sarmento Leite com a Osvaldo Aranha, pelo
Alaska, Marius, Copa 70 e Estudantil passaram figuras ilustres de nossa cidade.
Uma geração se formou ali.
Se você hoje acha seu pai, sua mãe, seu tio e tia caretas; largue o tablet,
compre um exemplar do Esquina Maldita e confere o que eles estavam fazendo numa
época em que compartilhar não era ação do Facebook. Os revolucionários daquele
tempo não mudaram na essência, eles mudaram o ritmo e, talvez, o estilo. Se
você ainda quiser mudar algo que não parece certo, olha para sua casa, ali deve
ter um revolucionário. Se você quiser começar uma transformação, me chama; se
eu já não estiver lá, vou contigo!
ADELI SELL é professor, escritor e consultor
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Esquina Maldita - depoimento
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o livro Esquina Maldita leia as palavras abaixo, é do José Roberto Garcez, um depoimento espontâneo postado em seu Facebook, vejam:
"Um bom livro não deveria ter ponto final. Acabei de ler
"Esquina Maldita, do Foguinho, o Paulo César Teixeira. Foi um dos
livros que mais gostei nos últimos tempos. Mesmo abstraindo o conhecimento que
tenho de muitos fatos narrados e de seus personagens, é possível dizer,
objetivamente, que o livro é muito bem escrito e consegue transmitir com
profundidade um retrato do cenário efervescente daqueles tempos. Talvez tenha
me surpreendido porque os poucos comentários que li tratavam de aspectos mais
folclóricos e sensacionalistas da narrativa do Foguinho. Mas a Esquina Maldita
foi apenas o epicentro para ele narrar com muita precisão o ponto de transição
da vida na cidade e no país. O único inconveniente é que fiquei com vontade que
o livro não terminasse. Que mais histórias fossem contadas. Parabéns, Paulo
César. E parabéns a Libretos por nos oferecer mais uma obra tão bem editada."
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Esquina Madita e Mercado Público estão entre as dicas de Roger Lerina
Roger Lerina, colunista da Zero Hora, destaca os livros Esquina Maldita e Mercado Público: palácio do Povo, a matéria foi publicada no dia 06/11, vejam:
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Lançamento: Esquina Maldita
Ontem (07/11) o autor Paulo Cesar Teixeira autografou na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre o livro Esquina Maldita, vejam:
Fotos: Kiran Federico León
Fotos: Kiran Federico León
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Esquina Maldita nos jornais
Saiu hoje nos jornais O Sul, Correio do Povo e no Metro o lançamento e sessão de autógrafos do livro Esquina Maldita na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Hoje sessão de autógrafos do livro Esquina Maldita
Hoje na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre acontecerá a sessão de autógrafos do livro Esquina Maldita de Paulo César Teixeira às 18h na Praça Central.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Libretos no Caderno da Feira de ZH
Saiu no Caderno da Feira de Zero Hora uma matéria intitulada "Lugar, Lugares" sobre a recuperação de lugares em Porto Alegre, ficamos felizes em ver que os livros citados são da Libretos, como Porto Alegre invisível, Mercado Público: Palácio do Povo, Esquina Maldita e Sete de Abril: o teatro do imperador, vejam:
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Esquina Maldita no Segundo Caderno da ZH
domingo, 4 de novembro de 2012
Esquina Maldita no jornal O Sul
Saiu no último dia 02/11 uma nota sobre o lançamento do livro Esquina Maldita no jornal O Sul, vejam:
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Esquina Maldita no Jornal do Comércio
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Conheça os eventos da Libretos na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre
Na Feira do Livro de Porto Alegre deste ano a Libretos irá lançar vários livros além de realizar uma série de eventos abertos ao publico confira:
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Clique na imagem para ampliar o convite
Dia 27/10 - Sábado
Dia 28/10 - Domingo
Dia 29/10 - Segunda-feira
Dia 31/10 - Quarta-feira
Dia 06/11 - Terça-feira
Dia 07/11 - Quarta-feira
Dia 08/11 - Quinta-feira
Dia 10/11 - Sábado
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