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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Coligay dentre os grandes livros sobre a história do futebol

     O Site Futebol Café fez uma entrevista com Ademir Takara, bibliotecário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro, a entrevista seria sobre os grandes livros que estão no acervo, e qual não foi a nossa felicidade e orgulho em ver que o livro Coligay: tricolor e de todas as cores, do autor Léo Gerchmann estava entre os selecionados, segue abaixo alguns trechos da matéria “Uma conversa com Ademir Takara, o Sr. Enciclopédia do Museu do Futebol, sobre os grandes livros do acervo do Pacaembu.”

     “Bibliotecário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro, Ademir topou o desafio de mostrar o que há de mais legal no acervo da biblioteca do museu. E tudo disponível ao público”
 
Crédito: reprodução/ cortesia Museu do Futebol
     “Em cima da mesa do CRFB, uma pilha de livros gentilmente separada pelo bibliotecário. A importância desses livros, nesse caso, é muito mais pelo conteúdo que oferecem do que qualquer outra coisa. Para Ademir, o valor monetário pouco importa. E se ele diz é porque provavelmente esteja certo.”

Veja o que ele falou sobre o Coligay:
     “Isto aqui eu acho que é um trabalho muito audacioso: ‘Coligay’, do Léo Gerschman. Ele vem produzindo muito material sobre o Grêmio, é jornalista lá de Porto Alegre. Até onde eu sei é o único trabalho que faz referência à questão da homosexualidade no futebol. A Coligay é a única torcida organizada assumidamente gay reconhecida por um clube, no caso o Grêmio. Isso aconteceu no começo da década de 80. O começo da década de 80 é muito interessante na história do futebol brasileiro porque coincide com o período do fim da ditadura, então é um período muito libertário. Começam a ter muitas experiências, a mais conhecida é a Democracia Corinthiana, mas você vê que todos os clubes estão passando por momentos de mudança. No caso do Grêmio foi isso. A curiosidade é que todos os membros da Coligay sabiam algum tipo de luta, porque era necessário. Uma certeza é que, por exemplo, uma iniciativa como a Coligay hoje nos estádios seria risco de vida.”

     O Centro de Referência do Futebol Brasileiro, fica no Museu do Futebol (No estádio do Pacaembu) e tem em seu acervo 1834 títulos de livros, 93 trabalhos acadêmicos e 113 artigos entre trabalhos físicos e outros que estão digitalizados.



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pão & Circo é o vencedor do Prêmio Ages na categoria Não-ficção

   O livro Pão & Circo, de Dilmar Messias, foi o vencedor do Prêmio Ages na categoria Não-ficção. Como o autor não estava presente, Clô Barcellos (editora da Libretos) recebeu o prêmio em nome do autor.

    Outro livro da Libretos, Coligay: tricolor e de todas as cores, do autor Léo Gerchmann também foi finalista nesta mesma categoria mas infelizmente só um pode ganhar. Parabéns aos autores!

Clô Barcellos com o Prêmio e com o diploma de finalista 



terça-feira, 28 de abril de 2015

Finalistas do Prêmio Ages

     Os livros,publicados pela Libretos, Coligay de Léo Gerchmann e Pão & Circo de Dilmar Messias são finalistas na categoria Não-ficção do Prêmio Ages 2015. Parabéns aos autores!!

Veja a lista completa dos finalistas no site da Ages: http://www.ages.org.br/?nid=7297

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Coligay na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre

   Ontem aconteceu o bate-papo com o autor Léo Gerchmann, com o pesquisador Gustavo Bandeira e com Volmar Santos, fundador da Coligay.











segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Léo Gerchmann: não quero racistas torcendo comigo

    Texto de Léo Gerchmann, autor do livro Coligay: tricolor e de todas as cores que saiu no De Fora da Área da última sexta-feira, sobre os episódios de racismo e discriminação da torcida do Grêmio, vejam:

Léo Gerchmann: não quero racistas torcendo comigo

   Fiquei com vontade de escrever, não só em redes sociais, mas aqui. Pedi este espaço ao editor de Esporte, Diego Araujo, e vou falar de vocês, seus bandidos racistas que emporcalham meu clube

por Léo Gerchmann- repórter de ZH autor de Coligay - Tricolor e de todas as cores
29/08/2014 | 17h19

    Horas depois do nosso mais recente Gre-Nal, abri o Facebook e li o comentário de uma amiga colorada. Dizia que a grande derrota do meu Grêmio naquele jogo não havia sido os 2 a 0, mas os insultos ao Fernandão.

   Curti o lúcido post da Doly, mas não o comentei. Comentar o quê? Certamente, ela viu que ali estava um gremista fanático (sim, é isso o que sou) solidário com o legítimo sentimento de revolta que tomava conta dos colorados — mas não só deles. E valia ali aquele velho bordão: sem comentários! Depois, senti certo alívio quando a mulher do Fernandão teve a grandeza de dizer que aquela corja não representava o Grêmio. Ufa!

   Hoje, não. Fiquei com vontade de escrever, não só em redes sociais, mas aqui. Pedi este espaço ao editor de Esporte, Diego Araujo, e vou falar de vocês, seus bandidos racistas que emporcalham meu clube. O Diego, meu amigo, sabe do livro que escrevi, o Coligay — Tricolor e de todas as cores. Olhou para mim e disse:

— Vai fundo, Léo. O tema é Grêmio e diversidade.

   Falei bandidos, antes? Sim, vocês são bandidos! Racismo é crime. Portanto, quem o pratica é bandido. Tão bandido quanto os quatro colorados que surraram e jogaram o menino gremista de 15 anos desacordado numa poça d'água, naquele mesmo Gre-Nal citado acima. Mas hoje me refiro aos criminosos que incorrem no artigo 140 do Código Penal. Peço-lhes: caso vocês se achem gremistas, renunciem a essa condição da qual tanto me orgulho.

   Caiam fora! Não quero vocês lá na Arena torcendo comigo. Saibam que o Grêmio, o clube que acolheu a Coligay em pleno regime militar, não só deu o maior exemplo de diversidade da história do futebol brasileiro. Pasmem, mas foi no Grêmio que jogou o primeiro negro da dupla Gre-Nal, o Adão Lima, entre 1925 e 1935. Eu os convido, se é que vocês têm capacidade para interpretar textos, a ler artigo escrito na antiga Última Hora pelo autor do hino tricolor, o negro Lupicínio Rodrigues.

   Duvido que haja algum hino tão representativo do espírito de um clube. Fala em humildade, perseverança e superação, em paixão que leva alguém a ir a pé aonde der e vier. O Lupi conta, no artigo, por que se tornou torcedor apaixonado do clube que foi o primeiro a verdadeiramente abrir os braços para os negros, aceitando os garotos da Liga da Canela Preta numa sociedade segregacionista. Leia o texto do Lupi, que reproduzo no meu livro, e se convença: você não representa esse clube!


  Confira aqui a reprodução do texto de Lupicínio na Última Hora.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Coligay no Jornal Pioneiro

Matéria que saiu hoje, 16 de julho, no Jornal Pioneiro sobre o livro Coligay: tricolor e de todas as cores


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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Coligay no Jornal Pioneiro

     Nota no Jornal Pioneiro sobre a sessão de autógrafos do livro Coligay: tricolor e de todas as cores que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 16 de julho, às 18:30 na Saraiva do Iguatemi de Caxias.

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Coligay no Jornal da UFRGS

      Matéria sobre o livro Coligay: tricolor e de todas as cores que saiu no Jornal da Universidade (UFRGS) de junho:

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Coligay no Sarau Elétrico

     Na última terça-feira o autor do livro Coligay: tricolor e de todas as cores, Léo Gerchmann participo do Sarau Elétrico, vejam:





terça-feira, 27 de maio de 2014

Coligay no O Globo

Matéria que saiu no O Globo sobre o livro Coligay: tricolor e de todas as cores.

A torcida que tirou o futebol do armário
Por Bolívar Torres


    Em 1977, um grupo de torcedores do Grêmio de Porto Alegre subverteu o ambiente reconhecidamente normativo e machista do esporte mais popular do Brasil, invadindo os estádios com visuais afeminados e trejeitos irreverentes. Era o surgimento da Coligay, uma das primeiras torcidas formadas exclusivamente por homossexuais — e até hoje a mais duradoura experiência do gênero no país, embora tenha resistido apenas seis anos. No momento em que o racismo entra definitivamente na pauta do futebol mundial, o lançamento de “Coligay — tricolor e de todas as cores” (Editora Libretos, 150 páginas), do jornalista Léo Gerchmann, chama a atenção para outra discriminação notável, mas muito menos debatida neste âmbito. Embora seja um dos exemplos mais bem-sucedidos de aceitação do diferente, a trajetória da icônica torcida contada no livro é também a história de um esporte que não consegue assumir seus preconceitos. 

    — Na época em que a Coligay surgiu, era outro mundo: o assunto nacional era o divórcio de uma personagem na novela das oito — lembra Gerchmann, repórter do jornal “Zero Hora”. — Havia uma divisão de costumes da polícia que estava de olho nos rapazes da Coligay. Mas eles foram valentes e desbravadores. Deram um bofetão no machismo. 

     Mesmo com o conservadorismo geral, o ambiente no final da década de 1970 era de abertura política e cultural. A Coligay surgiu nesse contexto, idealizada pelo empresário e cantor Volmar dos Santos. Dono da Coliseu, a principal boate LGBT de Porto Alegre na época, ele reuniu amigos e frequentadores em torno do projeto pioneiro. Quando se instalaram pela primeira vez nas arquibancadas do estádio Olímpico, a primeira reação entre imprensa, jogadores, dirigentes e torcedores “convencionais” foi de estranheza. Muitos ficaram chocados, mas a maioria das pessoas, conta Gerchmann, se divertiu com a irreverência dos integrantes, que chegaram até a criar uma versão gay para o hino gremista.

    Mesmo quando provocada, a Coligay nunca arranjava confusão. Volmar colocou os integrantes para treinar karatê, mas eles só se metiam em briga quando tinham de se defender dos ataques de outros torcedores. Gerchmann relata um episódio em que os “moços” deram uma surra em torcedores rivais que lhes lançavam pedras — e arrancaram aplausos dos presentes. Ao conquistar seu espaço no ambiente futebolístico e divulgar — à sua maneira — a causa LGBT, a Coligay quebrou tabus e desafiou os costumes. Não só inspirou outras torcidas do gênero (como a Flagay, no Rio), como ainda ajudou a arejar o clima essencialmente masculino dos estádios. 

     — Mulheres que se arriscassem a frequentar os estádios eram chamadas de vadias — diz o autor. — A Coligay abriu espaço para elas.

     Mas nem tudo são flores. Embora o livro tenha sido bem recebido por dirigentes gremistas, trata-se do primeiro registro da história da Coligay. Mesmo com todos os serviços prestados ao Grêmio (como campanhas para ajudar a finalizar o estádio Olímpico), ela nunca havia sido lembrada oficialmente pelo próprio clube. Vale ressaltar que, na época, os jogadores gremistas “defendiam” os membros da Coligay com a afirmação de que eram “bichas, mas as nossas bichas” — uma frase que, analisada a fundo, não soa tão positiva quanto muitos acreditam. A maneira como a homossexualidade ainda é vista no futebol — e a vida curta das torcidas gays — também levam a crer que o sucesso da Coligay foi apenas um lapso de tolerância em um ciclo permanente de discriminação.

     — A Coligay é uma exceção, gloriosa exceção para o Grêmio, aliás — diz Gerchmann — A Flagay, em 1979, tentou se aventurar no Maracanã. No primeiro jogo da torcida, liderada pelo Clóvis Bornay, o supertime do Flamengo levou 3 a 0 do Fluminense. Até o Zico errou pênalti. O presidente da época, o Márcio Braga, pôs a culpa em quem? Na Flagay! 

     Apesar da homofobia ainda dominar o futebol, Gerchmann acredita que há mais tolerância nos dias de hoje. Porém, os recentes debates sobre preconceito no esporte ainda não chegaram às minorias sexuais. Ao contrário de termos como “macaco”, gritos de “bicha” e “viado” são considerados normais nos estádios. Segundo o sociólogo Ronaldo Helal, é preciso fazer uma diferenciação entre o que é preconceito e “relação jocosa”. 

    — “Viado” é um termo que você usa entre amigos, muitas vezes de forma carinhosa — avalia Helal, doutor em sociologia pela New York University e considerado um  dos pioneiros nos estudos acadêmicos sobre sociologia do esporte no Brasil. — Frequentemente não tem a conotação da sexualidade. Já macaco é sempre insulto, pois você não se utiliza desta palavra para ofender um sujeito branco. O termo possui uma clara ofensa moral ao negro. Quando a torcida xinga o juiz de “viado”, ela nem sempre está pensando na sexualidade dele. Precisamos contextualizar os momentos em que estas coisas são ditas e cantadas. A sociedade é homofóbica em termos gerais. A homofobia ganha uma dimensão maior no futebol porque este é visto como um esporte de homens, como se gays não fossem homens.

     O fundador da Coligay, Volmar Santos, que hoje vive na cidade de Passo Fundo (RS), tem uma visão diferente. Para ele, muitos gays se ofendem quando ouvem esses termos nos estádios.

     —“Macaco” e “viado” são ofensas, e tudo deveria ser tratado como tal — opina. — Mas, para o debate sobre a homofobia no futebol evoluir, é preciso mais união entre os gays. O próprio lançamento do livro (sobre a Coligay) provocou uma ciumeira por aqui. Afinal, há muitos ativistas LGBT lutando por seus direitos, mas isso raramente ganha espaço na mídia como o livro ganhou.

Link para a matéria original: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2014/05/24/a-torcida-que-tirou-futebol-do-armario-536937.asp

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Coligay na UOL

Livro conta como torcida gay do Grêmio ajudou o Corinthians a sair da fila
 Vanessa Ruiz  - Do UOL, em São Paulo - 22/05/2014



   Ainda há muitas histórias para serem contadas no futebol. Mais uma prova disso é o recente lançamento do livro "Coligay, tricolor e de todas as cores", escrito pelo jornalista gaúcho (e gremista) Léo Gerchmann. Antes do livro de Gerchmann, era praticamente impossível encontrar registros organizados daquela que é considerada a primeira torcida gay do Brasil, seja em livros e jornais ou na internet.

   No livro, Gerchmann entremeia histórias sobre a trajetória da Coligay com capítulos sobre o time e as conquistas do Grêmio à época. A Coligay foi fundada em plena ditadura, em 1977, por iniciativa de Volmar Santos, que era gerente de uma famosa boate gay em Porto Alegre, a Coliseu. A torcida terminou seis anos depois, quando Volmar  voltou para sua cidade natal, Passo Fundo. 

   Há muitos que dizem que o Grêmio de 1977, de Telê Santanta, foi o melhor que já viram jogar. E foi nesse cenário que torcedores apaixonados decidiram expressar seu amor pelo time assumindo a homoafetividade ao mesmo tempo, ganhando fama de pé-quente. A fama foi tão grande que atravessou as fronteiras do Rio Grande do Sul. A Coligay foi convidada pelo presidente do Corinthians na época, o lendário Vicente Matheus, para assistir no Morumbi à final do Campeonato Paulista de 1977. E o convite deu certo: com um gol de Basílio o time venceu o campeonato e encerrou um jejum de 23 anos sem títulos.

   "Pagaram a nossa passagem e tudo mais. Fomos muito bem recebidos pelo próprio Vicente Matheus. Éramos umas 20 bichas subindo as escadarias do avião. Aquilo foi um escândalo", lembra Volmar.

   Mas o começo da torcida gay gremista não foi fácil: "No primeiro jogo em que fomos ao Olímpico, a surpresa e o desespero dos torcedores foi geral, tanto que queriam brigar e surrar os componentes da torcida por não aceitarem aqueles gays cantando, rebolando", disse Volmar Santos em trecho publicado por Gerchmann no livro. No entanto, o tempo e a dedicação ao Grêmio desta nova turma de torcedores organizados foram tornando comum aquilo que antes parecia anormal, e a Coligay conquistou seu espaço nas arquibancadas do Olímpico, assim como a simpatia dos que amavam o Grêmio tanto quanto eles.

    Numa era em que o movimento anti-homofobia no futebol começa a ganhar força, registrar a história da Coligay, primeira torcida LGBT do Brasil, é uma considerável contribuição de Léo Gerchmann ao futebol. 
O livro, lançado pela editora Libretos, tem 192 páginas e preço sugerido de R$ 35,00.

15 histórias da Coligay, a primeira torcida gay do Brasil

1
Vestido longo nas cores do Grêmio 
Caftã é caftã e vestido é vestido, mas a modelagem da roupa deve ter feito muita gente chamar de "vestido" o uniforme da Coligay, pois eram os tais caftãs que eles usavam para ir aos estádios atrás do Grêmio. A túnica era mesmo uma vestimenta masculina, originalmente. Mas, no Ocidente, foi incorporada quase que exclusivamente ao guarda-roupa feminino. Charme, ali, também era questão de honra.

2
Hino do Grêmio versão Coligay 
"Nós somos da Coligay; com o Grêmio eu sempre estarei. É bola pra frente, campeão novamente. É Grêmio, força e tradição. Sou tricolor pra valer, pra vibrar e vencer, para o que der e vier. Nós, Coligay de pé-quente, estaremos presentes onde o Grêmio estiver", era como uma versão gay do hino do Grêmio, composta pelo jornalista Hamilton Chaves, parceiro de Lupicínio Rodrigues em muitas letras.

3
Boate Coliseu recebia jogadores também 
No livro, Volmar conta que havia, sim, jogadores profissionais que frequentavam a Coliseu, boate onde nasceu a Coligay. "Que se saiba, todos eles eram heterossexuais", diz, mas pode ser que alguns fossem gays e não se soubesse. Além disso, iam também muitos jogadores da base, "que tinham performance mais intensa e presença mais assídua e interessada". Alguns deles, aí sim, gays assumidos.

4
Meio de transporte próprio 
Segundo os cálculos do fundador, a Coligay chegou a ter 200 membros, embora ele assuma que seja difícil chegar a um número preciso porque os registros não sobreviveram ao tempo. E com tanta gente, houve um momento em que foi preciso organizar o transporte para os jogos: Volmar comandou a compra de um micro-ônibus para transportar seus "felinos torcedores", como registrado pelo jornal Zero Hora.

5
Madrugavam no estádio, direto da boate 
A Coligay era não só assídua nos jogos do Grêmio, como ainda era a torcida que chegava mais cedo. E cedo mesmo: "Começavam a caminhar para o jogo às 6h, muitas vezes sem nem sequer dormir depois da noitada na boate", conta Gerchmann. Andavam pela cidade carregando os apetrechos usados para fazer barulho no estádio, mas só os leves, porque os instrumentos pesados ficavam em uma salinha no Olímpico.

6
Festinha para os jogadores 
Os torcedores costumavam esperar os jogadores do Grêmio no estacionamento e cantavam para todos eles, o que acabou se tornando uma tradição nos anos de Coligay. Aliás, a animação foi um dos grandes legados: "Vibravam o tempo todo, tinham umas fantasias, tudo muito bonito. Para o Grêmio, eles foram espetaculares", reconheceu o presidente do time à época, Hélio Dourado, em entrevista a Gerchmann.

7
Gay também sai no braço 
Também no Zero Hora ficou registrada uma briga com torcedores que partiram para cima da Coligay no Olímpico: "Levaram uma lição e uma surra que jamais sairão de sua memória. Um dos 'coliboys', sozinho, demoliu com cinco atacantes. Naquele exato momento, a Coligay provou que não era só boa de torcida como também de pau", foi o que escreveu o jornalista Paulo Sant'Ana em 2 de outubro de 1977.

8
Tão pé-quente que nem Vicente Matheus resistiu 
Fazia 23 anos que o Corinthians não conquistava título nenhum enquanto o Grêmio ia vivendo grande fase naquele ano de 1977. O que fez o lendário presidente Vicente Matheus? Claro! Ligou para Volmar e convidou a pé-quente Coligay para torcer pelo alvinegro paulista in loco, com passagens pagas. E foi assim que o Corinthians (e Basílio) saíram da fila com a ajuda da primeira torcida gay do Brasil.

9
Zoeira com o general em tempos de ditadura 
Nem o general JoãoBaptista Figueiredo, presidente que assumiu o comando da ditadura brasileira em 1979, passou ileso pela Coligay. Numa visita ao Olímpico, um membro da torcida fez que fez até que conseguiu se aproximar, e imitou o personagem de Chico Anysio, Salomé, para Figueiredo: "João Baptiiista", disse, com um telefone na mão, vestido todo de rosa. Figueiredo só riu amarelo, lembra Volmar.

10
São bichas, mas são nossas 
A aceitação da Coligay chegou ao ponto de receber ajuda financeira de conselheiros e também do ex-presidente do Grêmio, Hélio Dourado."São bichas, mas são nossas" foi a frase que passou a se ouvir no Olímpico. A torcida Força Azul teve até dissidentes escapando para a Coligay. Só com a torcida oficial Eurico Lara é que a coisa não fluía muito bem, mas nada impeditivo para os torcedores gays.

11
Coligay na campanha do cimento 
Contam os antigos membros que há um motivo pelo qual a Coligay passou a ser bem aceita após o estranhamento inicial: seu comprometimento com o clube, que é tudo o que se espera de um torcedor, no fim. E a Coligay participou ativamente da "campanha do cimento", que ajudou o Grêmio a completar o anel superior do Olímpico. Eles viajaram, deram festas e fizeram o possível para ajudar na arrecadação.

12
Telê Santana: Coligay, OK; Coliseu, nada feito 
"Eles têm direito de assistir ao jogo como qualquer outra pessoa. Acho que qualquer iniciativa para incentivar o Grêmio deve ser bem aceita", disse uma vez Telê Santana, então técnico do Grêmio, sobre a Coligay. Ele costumava ir até a Coliseu para pegar jogadores no pulo, o que nunca aconteceu. É que Volmar tinha de proteger seus clientes, e escondia-os em seu escritório até que Telê fosse embora.

13
Renato Gaúcho, muso e ídolo 
O carinho por Renato Gaúcho era tanto que, até hoje, Volmar o chama de Renatinho. O fundador da torcida conta no livro que Gaúcho era muito atencioso com os rapazes da Coligay. E se Renato Gaúcho era considerado um sex symbol pelo Brasil afora, por que não seria visto assim pela torcida gay do time que o consagrou? Além de, é claro, ser considerado um dos maiores jogadores da história gremista.

14
Colorados na Coligay? 
E não é que teve colorado (gay) tentando se unir à Coligay? Como isso não foi possível por motivos óbvios, já que o objetivo final da torcida era não só promover a aceitação, mas torcer pelo time de coração, houve uma tentativa de formar a torcida gay do adversário. A Interflowers, no entanto, não durou muito tempo e mal chegou a ficar registrada na história das organizadas do Internacional.

15
Homenagem ao juiz 

A Coligay era conhecida pela animação e pelos gritos e musiquinhas muito criativas, para os jogadores do Grêmio, do adversário e, é claro, para os árbitros. E a homenagem (xingamento, na verdade) aos homens de preto era cantada assim: "É hora do lanche, que hora tão feliz, queremos a bunda do juiz". E, sim, a Coligay também xingava o juízes e bandeirinhas de "bichas".

Link com a matéria original: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/05/22/torcida-gay-do-gremio-ajudou-o-corinthians-em-77-veja-historias-da-coligay.htm

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nos jornais - Coligay: tricolor e de todas as cores

Na última sexta-feira saiu a coluna do Juremir Machado no Correio do Povo e na zero hora de sábado:


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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Coligay no programa Os donos da bola da Band

    Veja a matéria sobre o livro Coligay: tricolor e de todas as cores no programa Os donos da bola da Band, a partir de 9min 30s, com entrevistas do autor Léo Gerchmann, autor do livro e de Volmar Santos, criador da Coligay.

http://esporte.band.uol.com.br/osdonosdabola/rs/video/RiomdYnShlk/os-donos-da-bola-rs-14-05-parte-ii.html

Entrevista do autor Léo Gerchmann na Sportv


     Na última sexta-feira, 17 de maio o autor do lviro Coligay: tricolor e de todas as cores esteve no programa Redação Sportv falando sobre o livro, acesse os links e assista a entrevista!


 http://sportv.globo.com/videos/redacao-sportv/t/ultimos/v/autor-do-livro-coligay-leo-gerchmann-diz-que-e-hora-de-debater-formas-de-preconceito/3349848/

Redação Sportv

16/05/2014 15h58 - Atualizado em 16/05/2014 17h01

Livro conta a história da primeira torcida organizada gay do Brasil
"Coligay", do gaúcho Léo Gerchmann, revela os detalhes da trajetória de torcedores do Grêmio que venceram o preconceito entre 1977 e 83

Considerada a primeira torcida organizada gay do Brasil, a Coligay, do Grêmio, é retratada no livro de mesmo nome do escritor gaúcho Léo Gerchmann, lançado nesta semana. Existente por seis anos, entre 1977 e 1983, o grupo de tricolores formado por homossexuais escreveu uma página importante na história do clube e ajudou a revelar a diversidade que compõe sua torcida, segundo o autor. Em participação no "Redação SporTV", Gerchmann, que é heterossexual, disse que o momento atual é o ideal para se discutir o preconceito no esporte.

- É a história mais importante de diversidade do futebol brasileiro. Acho que é um bom momento para se discutir homofobia e racismo. É uma coisa pouco explorada até agora - disse.

Gerchmann conta que, ao entregar convites para o lançamento do livro à diretoria do Grêmio, foi elogiado pelo vice-presidente de marketing, Beto Carvalho. Segundo ele, o dirigente disse que a publicação ajuda a mostrar que a torcida é plural.

- Estou muito orgulhoso de que 95% das pessoas elogiam, sendo 5% de grosseria. Não vejo como uma polêmica. Se a pessoa tem uma orientação sexual diferente, que seja feliz. Eu estava um pouco temeroso, porque tem aquela reação da torcida homofóbica - disse.

A Coligay foi fundada pelo agitador cultural Volmar Santos, que era proprietário da boate gay Coliseu, localizada a dois quilômetros do Olímpico. Os integrantes costumavam se dividir entre o estádio e a casa noturna. Em 1983, no entanto, Volmar foi obrigado a retornar a Passo Fundo, sua cidade de origem, o que fez com que a torcida acabasse.

Segundo Gerchmann, a Coligay enfrentou resistência por parte de outros torcedores no início, como os organizados da Eurico Lara, facção do Grêmio que homenageia o goleiro que fez história no clube. O escritor lembra, porém, que jogadores e diretores passaram a compreender o papel dos homossexuais nas arquibancadas. Hélio Dourado, presidente do clube à época, sempre se mostrou positivo em relação a eles. O ex-atacante Tarcísio, por exemplo, tinha seu nome gritado pelos integrantes da torcida quando balançava a rede.

Gerchmann conta que a Coligay inspirou a criação de torcidas do tipo em outras cidades, como a Flagay no Rio de Janeiro. Os integrantes da organizada rubro-negra, no entanto, acabaram vítimas do preconceito. O escritor lembra que a estreia do grupo acabou sendo apontada como causa da derrota por 3 a 0 para o Flumiense, em 1979.

- O Flamengo tinha um baita time e levou 3 x 0 do Fluminense, com o Zico perdendo o pênalti. O Márcio Braga disse que a culpa era da Flagay - disse.

Matéria publicada originalmente no site da Sportv: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2014/05/livro-conta-historia-da-primeira-torcida-organizada-gay-do-brasil.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Veja como foi o lançamento do Coligay - Matéria do Globo Esporte

   Acesse o link abaixo e veja a matéria feita pelo Globo Esporte sobre o lançamento do livro Coligay: tricolor e de todas as cores que aconteceu na última terça-feira, 13 de maio.

http://globoesporte.globo.com/rs/videos/t/globo-esporte-rs/v/torcida-pe-quente-e-que-driblou-o-preconceito-e-relembrada-em-livro/3347840/

Coligay no TVCom Tudo Mais

Acesse o link abaixo e veja a entrevista do autor do livro Coligay: tricolor e de todas as cores no programa Tudo Mais da TVCom:

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/tvcom-tudo-mais/2014/05/tvcom-tudo-mais-leo-gerchmann-relembra-coligay-livro-que-sera-lancado-amanha/77202/