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segunda-feira, 10 de março de 2014

Osmose na lista dos melhores do mês do UniversoHQ

     No início do mês de março a equipe do site UniversoHQ divulgou a lista dos melhores e piores quadrinhos do mês de fevereiro. O Osmose esta na lista dos melhores do Eduardo Nasi, vejam:


Para ler a matéria original e ver a lista completa acesse: http://www.universohq.com/noticias/melhores-e-piores-de-fevereiro-de-2014/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Osmose na lista dos quadrinhos mais legais do ano

     O site Ibahia publicou a lista dos quadrinhos mais legais lidos por eles no ano de 2013 e o Osmose está na lista em sétimo lugar: "Quadrinhos do Projeto Osmose – Um livro que li mais de uma vez, os quadrinhos do Osmose tratam de diferentes leituras de dois países completamente diferentes: Alemanha e Brasil. E foi no Osmose que conheci Aisha Franz, quadrinista que me mostrou o poder de uma revista feita de modo independente." 

Acesse a matéria para ver a lista completa dos quadrinhos: http://www.ibahia.com/a/blogs/quadrinhos/2013/12/20/os-quadrinhos-mais-legais-que-li-em-2013/

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Osmose no blog Livros que eu li

     A ambição que gerou esse livro era aparentemente simples: oferecer a seis cartunistas (três brasileiros e três alemães) uma residência artística de quatro semanas em uma cidade que eles não conhecessem para, posteriormente, cobrar deles um registro desta experiência na forma da produção de uma história em quadrinhos. A idéia original deste projeto foi de Reinhard Sauer, diretor do Instituto Goethe de Porto Alegre; a produção executiva do projeto ficou a cargo de José Aguiar, também ele um conhecido autor de quadrinhos, e a curadoria do projeto (que envolveu manter um blog com a documentação e o desenvolvimento das atividades de intercâmbio dos artistas) foi assinada por Augusto Paim. Experiências deste tipo não são incomuns. A busca por vivenciar e descrever quase imediatamente contrastes culturais, sociológicos e estéticos é algo que o homem faz deste sempre (desde que o primeiro aventureiro dentre os homo sapiens sapiens voltou a sua tribo para contar o que viu em um outro vale, em uma outra caverna). Talvez o que chame a atenção do projetoOsmose seja o gênero literário escolhido, já que nem sempre as narrativas em quadrinhos são tão bem acolhidas, como o foi, por uma instituição de difusão cultural tão poderosa como o Instituto Goethe. O resultado são seis relatos bem distintos. As propostas do alemão Mawil (que sai de Berlim para Porto Alegre) e da alemãBirgit Weyhe (que sai de Munique para São Paulo) são as mais interessantes do ponto de vista sociológico (para o meu entendimento das coisas). As propostas da alemã Aisha Franz(que sai de Berlim para Salvador), do brasileiro Amaral (que sai do Piauí para Hamburgo) e do brasileiro João Montanaro (que sai de São Paulo para Munique) as mais curiosas do ponto de vista plástico. A proposta da brasileira Paula Mastroberti (que sai de Porto Alegre para Berlim) é a mais ficcional, menos documental, é a mais parecida com uma graphic novel convencional. O roteiro delas é mais ou menos previsível. O sujeito sai de sua rotina e experimenta uma vida provisória, mas nenhum deles está em uma situação limite ou corre riscos, pois sabe de antemão que aquele mundo desaparecerá (como num conto de fadas) após um período de tempo que é pequeno demais para que o indivíduo realmente se transforme. As primeiras impressões podem ser válidas, corretas e acertadas, mas também podem apenas descrever superficialmente a cultura complexa e distinta que é encontrada. De qualquer forma, apesar da inerente fugacidade das primeiras impressões que eles teem das coisas que veem, trata-se de um livro divertido. Talvez seja o caso de acompanhar a produção plástica destes seis artistas. Quase esqueço de registrar que a edição é bilíngue, e muito bem acabada. E vamos em frente.
[início - fim: 08/11/2013]

"Osmose - Brasil e Alemanha em Quadrinhos / Osmose: Brasilien und Deutschland in Comics", Aisha Franz, Amaral, Birgit Weyhe, João Montanaro, Mawil, Paula Mastroberti, tradução de Luciana Dabdab Waquil e Ralf Krämer, Porto Alegre: editora Libretos (coordenação de Goethe-Institut Porto Alegre), 1a. edição (2013), capa-dura, 21x29 cm., 88 págs., ISBN: 978-85-88412-81-1


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Fotos do lançamento do Osmose

   No último sábado, dia 02 de novembro, aconteceu na 59ª Feira do Livro de Porto ALegre o lançamento do Osmose com duas das autoras que participaram do projeto: Birgit Weyhe e Paula Mastroberti. Veja como foi:












Fotos: Marco Nedeff

sábado, 2 de novembro de 2013

Osmose nos jornais de hoje

Saiu hoje na Zero Hora além da entrevista com a Birgit Wehye a matéria abaixo sobre o Osmose. E no Correio do Povo saiu uma nota sobre o lançamento, vejam:


Clique na imagem para ampliar




Entrevista com Birgit Weyhe na ZH

Na Zero Hora de hoje foi publicada uma entrevista com Birgit Weyhe, uma das autoras do Osmose, vejam:

Entrevista com Birgit Weyhe, que autografa "Osmose" neste sábado, na Feira do Livro: "São Paulo não é representativa do Brasil"
Livro é produto do intercâmbio de seis autores alemães e brasileiros entre os dois países

Por Cristina Duarte

A quadrinista alemã Birgit Weyhe autografa, junto com a gaúcha Paula Mastroberti, o livro Osmose, às 20h deste sábado na Praça de Autógrafos. A obra é resultado da experência de seis artistas, três brasileiros e três alemães. em projeto coordenado pelo Instituto Goethe em parceria com a Editora Libretos. Os brasileiros foram enviados cada um para uma cidade diferente da Alemanha – Paula foi para Berlim – e os alemães vieram cada um para uma metrópole do Brasil. Antes da sessão de autógrafos, às 18h30min, as duas autoras conversam sobre a experiência no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

Na HQ Dez Verdades Sobre São Paulo, Birgit retrata uma cidade que acolhe com amabilidade os turistas e estrangeiros, mas deixa a desejar quando se trata das diferenças sociais e raciais. Apesar das dificuldades de comunicação, o intercâmbio de um mês na capital paulista aflorou na alemã a vontade de conhecer outros lugares do Brasil. Além da história em quadrinhos, os participantes do projeto deveriam publicar em umblog.

Zero Hora – Quais foram as dificuldades que você encontrou durante sua estada em São Paulo?
Birgit Weyhe – Na verdade, eu tive menos dificuldades do que esperava. São Paulo é uma metrópole muito cosmopolita, com pessoas muito amáveis. Não vi ou tive contato com nenhum tipo de crime ou ameaça (mas tenho de admitir que eu não visitei os bairros realmente pobres da periferia). No entanto, visitei muitos lugares e sempre usei o transporte público. As pessoas são muito prestativas e me informaram sobre qual ônibus ou metrô usar. Eu gostaria que as pessoas na Alemanha pudessem ser um pouco mais assim. Mas tive que me acostumar com o trânsito – que é bem diferente no Brasil. Como pedestre, sempre me senti como um coelho caçado. E o barulho e a poluição eram, às vezes, bem irritantes. Nada muito sério, contudo.

ZH – Você ficou receosa de ir para um lugar onde, além das diferenças culturais, havia o problema do idioma?
Birgit – Antes de partir para São Paulo eu tinha um pouco de medo das altas taxas de criminalidade, sobre as quais havia ouvido muita coisa. Imaginava se seria difícil me orientar em uma cidade tão grande. No fim, não tive nenhum problema em ambos os casos. Até caminhei sozinha à noite até o metrô ou a lugares próximos, e não tive nenhuma sensação de insegurança. Com o idioma eu não estava muito preocupada, porque achava que conseguiria me virar falando inglês e um pouco de espanhol. Não foi o caso. Eu achei de fato difícil me comunicar, e com frequência me senti triste por não conseguir articular minhas impressões. Mas devido à simpatia das pessoas, sempre consegui, de algum modo, dar um jeito – ao menos nas compras, nos restaurantes, no transporte público, etc. O que me ajudou muito foi o fato de eu haver crescido no leste da África e só ter vindo para a Europa com 18 anos. Então, estou acostumada a me adaptar a novos lugares. Eu me senti imediatamente em casa em São Paulo, porque conhecia todas as plantas da minha infância. Por isso, estou muito feliz de encontrar minha árvore favorita outra vez, o Jacarandá. Estou encantada com o fato de que eles estão florindo por toda parte em Porto Alegre nesta época.

ZH – Como foi o processo de produção da HQ?
Birgit – Durante minha estada em São Paulo, eu normalmente separava meu dia em dois: metade do tempo eu visitava lugares e caminhava pela cidade, e a outra metade eu desenhava para o blog. Li muito e visitei museus, comprei um monte de livros sobre o Brasil e entrevistei todas as pessoas que encontrei no Goethe Institut (eram os brasileiros que conseguiam se comunicar comigo em alemão). Fiz um monte de anotações e escrevi a história e fiz o storyboard nos meus últimos dias no Brasil. Quanto mais tempo eu ficava no país, mais eu tinha a sensação de quão pouco eu sabia. Foi por isso que dei o título de Dez Verdades Sobre São Paulo. Depois de quatro semanas lá, eu me sentia bem longe de saber alguma coisa sobre a cidade.

ZH – Você conseguiu captar a essência e as contradições do povo brasileiro em sua história. Elas pareceram de algum modo estranhas para você?
Birgit – Sim, de fato. Em um dia, eu tinha certeza de haver entendido algo essencial sobre o país ou a sociedade e no dia seguinte eu tinha a impressão completamente oposta. No fim, aceitei que essa era uma das coisas essenciais do lugar – a ambiguidade. E isso também foi fascinante. Eu tinha a sensação muito forte de o quanto esta sociedade ainda está mudando. De que ainda há tanto potencial, tão poderoso. Comparada com a Europa, onde tudo é tão claramente definido e estabelecido por tanto tempo, foi uma experiência muito intensa.

ZH – Quais são suas impressões finais após um mês no Brasil?

Birgit – Minha impressão final é de que eu tenho de voltar e viajar muito pelo país. Porque, por tudo o que ouvi, São Paulo não é representativa do Brasil. E depois de tudo o que experimentei, eu definitivamente quero aprender mais, ver mais, saber mais. Então agora tenho três dias em Porto Alegre, mas eu vou voltar cedo ou tarde, com muito mais tempo.

Osmose no O Sul e Jornal do Comércio

    Saiu ontem, 01/11 nos jornais O Sul e Jornal do Comércio sobre o Osmose que será lançado hoje na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre



Hoje - Osmose na Feira do Livro


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Resenha e avaliação do Osmose no Universo HQ

O Universo HQ fez uma resenha do Osmose e a pontuação atingida foi de 4,5 em uma escala de 5! Veja a avaliação:

Osmose – Brasil e Alemanha em quadrinhos



Editora: Libretos  – Edição especial
Autores: Mawil, Paula Mastroberti, Birgit Weyhe, Amaral, Aisha Franz e João Montanaro (roteiro e desenhos).
Preço: R$ 32,00
Número de páginas: 88
Data de lançamento: Setembro de 2013

Sinopse
Seis quadrinhistas, sendo três brasileiros e três alemães, realizaram um intercâmbio artístico por quatro semanas, em cidades nas quais nunca estiveram, para criar uma história em quadrinhos sobre as experiências longe de casa.

Positivo/Negativo
Na Biologia, osmose é o fenômeno que se produz quando dois líquidos, de desigual concentração, separados por uma parede mais ou menos porosa, a atravessam e se misturam.

O projeto homônimo, idealizado e coordenado pelo Goethe-Institut Porto Alegre, resulta nas experiências de artistas de várias faixas etárias, que ultrapassaram as fronteiras de seus países para “misturar” e traçar suas perspectivas inseridas em uma nova cultura, língua, clima, paisagens e sensações.

Integrando as comemorações da Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014, o projeto contou com a curadoria do jornalista especializado em quadrinhos e tradutor Augusto Paim e a coordenação editorial do quadrinhista José Aguiar, cocriador do Gibicon – Convenção internacional de quadrinhos de Curitiba.

O luxuoso volume em capa dura conta com seis histórias de dez páginas cada uma, de um trio brasileiro e outro trio alemão, que trocaram de cidades por um mês, no segundo semestre de 2012.

A gaúcha Paula Mastroberti trocou Porto Alegre por Berlim, enquanto o alemão Mawil fez o itinerário inverso. Birgit Weyhe saiu de Hamburgo (destino do piauiense Amaral) para São Paulo. Já a alemã Aisha Franz trocou Berlim por Salvador e o jovem paulista João Montanaro deixou momentaneamente a “terra da garoa” e foi para Munique.

O resultado é um caleidoscópio colorido e em preto e branco norteado por vários estilos, direções e narrativas (documentais e ficcionais).

Quem abre o álbum é o berlinense Markus Witzel, conhecido como Mawil, único do trio alemão que já teve uma obra publicada no Brasil, Mas podemos continuar amigos (Zarabatana).

Na figura do baixinho Supa-Hasi (“super-coelho”), representado seu alter ego, o quadrinhista conta com bom humor sua passagem por Porto Alegre, onde questiona como o Goethe-Institut Porto Alegre ganha dinheiro por só verem gastarem com sua estada, elogia as paisagens naturais, fica desconcertado e surpreso por ser reconhecido em virtude da HQ Mas podemos continuar amigos e observa semelhanças entre os países.

Inspirada no conto Rosa Branca e Rosa Vermelha, dos irmãos Grimm, que a gaúcha Paula Mastroberti mostra sua visão da capital alemã. Unindo colagem e desenho, a autora faz sua dinâmica e surreal versão sem as amarras do documental.

Já Birgit Weyhe faz uma pegada mais antropológica e visceral de São Paulo, mostrando suas dez verdades sobre a metrópole brasileira. Muito inventiva, a alemã mostra um panorama de vários aspectos sob a ótica de uma estrangeira: a beleza e a feiura da selva de pedra, o barulho da cidade, seja do trânsito ou dos pássaros matutinos, os gostos e a comunicação.

O que mais se destaca na narrativa de Weyhe é seu questionamento histórico e antropológico presente na arquitetura e nas divisões de classes da “pauliceia desvairada”. A artista radiografa uma reflexão desde a presença de monumentos aos colonizadores até a ausência dos negros em castas sociais ou na ditadura da moda e da publicidade.

Representante nordestino no projeto, Antônio Amaral faz da sua experiência em Hamburgo uma extensão de seu trabalho experimental, visto em obras como a premiada Hipocampo.

Suas cores vibrantes e quentes fazem de suas abstratas páginas uma visão poética – mais sentida do que entendida – da cidade alemã. Uma grande experiência sensorial com a sempre ousada diagramação do piauiense.

Única história sem texto, a janela da alemã Aisha Franz, de Salvador, mistura um mosaico de brasilidades. O seu “fluxo narrativo” lembra um pouco a xilogravura do cordel e a arte naïf, ambas bem presentes na cultura nordestina.

Por fim, João Montanaro foi o único dos brasileiros que optou por uma HQ mais documental, com seu corriqueiro humor contrabalanceando com suas impressões (mais sérias) de Munique.

Os destaques são a sua forma despojada de retratar a cidade e a maneira criativa de narrativa (uma splash page mostra a complexa arquitetura de Marienplatz, uma praça do centro da cidade, e o “desanimado” quadrinhista se queixando de como é difícil desenhar o lugar).

Flertando também com as diferenças culturais, o “cidadão do Terceiro Mundo” pontua como os alemães lidam com a memória e a educação em relação ao Brasil.

Completando a edição bilíngue, uma apresentação de José Aguiar e um posfácio do curador Augusto Paim sobre como foi a metodologia aplicada para a seleção, ilustrado com estudos, esboços e artes do sexteto.

Além da obra impressa, cada quadrinhista abasteceu um blog do projeto com textos, artes e fotos durante suas experiências, complementando os bastidores do conteúdo produzido deOsmose.

Classificação

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Veja como foi o evento do Osmose na Feira de Frankfurt

Evento na Feira do Livro de Frankfurt debate projeto Osmose

 Os quadrinhistas Birgit Weyhe, Paula Mastroberti, Mawil e o curador do projeto Augusto Paim participaram de dois eventos na última quarta-feira (09 de outubro) na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Com a mediação de Marina Ludemann, diretora do Goethe-Institut Porto Alegre, os autores e o curador relataram algumas experiências decorrentes da participação no projeto e apresentaram o livro aos visitantes da Feira.






  Na foto (da esq. para dir.): Marina Ludemann (Goethe-Institut), Birgit Weyhe, Augusto Paim (curador), Paula Mastroberti, Filipe Tavares (Cross Cult) e Mawil. Fotos de Markus Kirchgessner.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Impressões sobre o Osmos no Ibahia

    Saiu no dia 14 de outubro esta resenha sobre o Osmose no Blog Ibahia, vejam:
   
 Já lemos o livro do Projeto Osmose…e adoramos!

     Pra você que estava curioso, a gente leu o livro dos quadrinistas que participaram do Projeto Osmose, do qual já falamos aqui.  E está massa! Eu particularmente me diverti muito com as impressões dos quadrinistas estrangeiros sobre as cidades que conheceram. Meu destaque é, sem dúvida, para o Mawil (que criou um site inteiramente em português!). 

     O quadrinista alemão, de Berlim, retratou de modo muito divertido sua ida à Porto Alegre, com todas as dificuldades de culturas completamente diferentes e, claro, a barreira da língua. Mawil ficou viciado em mousse de maracujá e traduziu até as tentativas brasileiras de falar um alemão perfeito (e isso ficou muito divertido!). Outro destaque foram os quadrinhos super coloridos da queria Aisha Franz, que fez metáforas lindas.

    Um destaque brasileiro foi o João Montanaro, que fez aquarelas lindas e montou uma excelente narrativa sobre seu período em München.

     O Osmose contou com a participação dos quadrinistas brasileiros João Montanaro (München), Paula Mastroberti (Berlim) e Amaral (Hamburgo), além dos quadrinistas alemães Aisha Franz (Salvador), Mawil (Porto Alegre) e Birgit Weyhe (São Paulo). Se quiser saber mais sobre o Projeto Osmose é só acessar o site  http://blog.goethe.de/osmose/ . O livro saiu pela Editora Libretos e já está à venda nos sites das livrarias Cultura e Saraiva. O preço médio é de R$32.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Eventos da Libretos na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre

      Na Feira do Livro de Porto Alegre deste ano a Libretos irá lançar vários livros além de realizar uma série de  eventos abertos ao publico confira:

Clique na imagem para ampliar o convite


Dia 02/11 - Sábado


Dia 03/11 - Domingo




Dia 06/11 - Quarta-feira


Dia 07/11 - Quinta-feira



Dia 09/11 - Sábado


Dia 10/11 - Domingo


Dia 15/11 - Sexta-feira




Dia 17/11 - Domingo



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Osmose no jornal O Dia

     Saiu hoje, 11 de outubro, no jornal O Dia de Teresina una nota sobre a sessão de autógrafos que acontecerá com o quadrinista Amaral, veja:


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Entrevista com José Aguiar - Coord. do Osmose

     Saiu na última sexta-feira, dia 04 de outubro uma entrevista com o coordenador do Osmose José Aguiar no Blog da Itiban, vejam:

Entrevista com José Aguiar


Amanhã, sábado, dia 5 de outubro, a partir das 17h, José Aguiar estará na Itiban para contar suas desventuras pela Alemanha, tanto pelo seu caderno de viagens (Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada a Alemanha), quanto pelo projeto de intercâmbio de quadrinistas que ajudou a formatar (Osmose – Brasil e Alemanha em Quadrinhos).

Pra começar os trabalhos, conversamos com ele por email. A entrevistinha pode ser lida a seguir:

Tanto pelo Reisetagebuch, quanto pelo projeto Osmose, percebe-se uma ligação sua com a Alemanha. Como surgiu isso?
José Aguiar - A ligação veio por causa da minha esposa, Fernanda Baukat, que desde antes de namorarmos estudava alemão e sonhava conhecer a Alemanha. Com ela tive o primeiro contato com o idioma e também com um grupo de teatro chamado Wir Sprechen Deutsch (Nós Falamos Alemão) do qual ela participava. Fui à Alemanha para acompanha-la quando foi premiada com uma bolsa-sanduíche da UFPR na Universidade de Leipzig. Não fosse por ela talvez nunca tivesse visitado aquele país. Nem teria feito meu Reisetagebuch. Obrigado, querida!
O projeto Osmose surgiu para mim em decorrência da boa repercussão tanto das exposições do “Reise”, quanto do meu trabalho na Gibicon. O senhor Reinhardt Sauer, na época diretor do Goethe-Institut de Porto Alegre, visitava Curitiba e fui convidado a conhecê-lo. Era 2011 e ele estava interessado em criar um programa bilateral de residência artística para quadrinistas do Brasil e Alemanha.
O Goethe-Institut na última década trouxe ao Brasil vários quadrinistas alemães ainda desconhecidos por aqui. Eu tive a oportunidade de colaborar com as visitas de FLIX, Ulli Lust e Jens Harder para Curitiba. Essa ideia do Sauer coroou esse diálogo, tornando-o, enfim, bilateral. O que foi perfeito graças a chegada do “Ano da Alemanha no Brasil”, que se iniciou agora em 2013.
Na ocasião pensei que seria convidado a ser um dos artistas residentes. Mas ele procurava autores locais que nunca tivessem ido para a Alemanha. Algum tempo depois, para minha surpresa, ele me convidou a tomar parte na coordenação do projeto. Não fui à Alemanha de novo, mas ajudei a formatar o projeto e mandando três grandes artistas para lá: João Montanaro, Paula Mastroberti e Antonio Amaral.


Você sempre quis fazer o livro de viagens na Alemanha, estava somente juntando material pras HQs ou por qualquer outra razão?
José Aguiar - Em minha primeira viagem para lá eu não tinha a intenção de fazer um livro sobre o assunto. Estava mais interessado em usufruir a experiência, pois se tratava de um semestre em que estava quase desligado do meu ambiente normal, longe da minha zona de conforto. Tanto que no início passava mais tempo fotografando do que desenhando. Mas o bombardeio de informações logo colocou em mim o desejo de rabiscar. Surgiu uma ou outra ideia de HQ em minha cabeça, mas ainda era cedo e descartei tudo. Tinha muito que entender sobre aquela experiência antes de fazer algo concreto sobre ela. Assim, aos poucos fui desenhando só para mim. Com o tempo, na medida em que fui enchendo meu caderno, surgiu a ideia de uma exposição no meu retorno. Foi o que aconteceu no fim de 2006, na sede do Goethe-Institut Curitiba. A ideia do livro veio bem depois.

Reisetagebuch é um livro de viagens bem no estilo clássico desse tipo de material: desenhos, fotos e depoimentos do autor que viveu as experiências contadas no livro, tudo bem pessoal. Existiu um limite da intimidade do autor que não quis revelar?
José Aguiar - Eu sempre gostei de livros de ilustração. Nunca achei que seria capaz de reunir um número suficiente de desenhos sobre um tema que justificasse o livro. Então essa era uma vontade que provavelmente ficaria para um futuro distante. Alguns anos antes eu tive contato com cadernos de viagem editados pela editora Casa 21 e comecei a me interessar pelo tema. Mas eu não viajava muito. Ainda mais para um lugar tão distante e diferente do que conhecia. Esse vivência me amadureceu de muitas maneiras. Não fosse assim não teria feito o livro da maneira como ficou. 
Inclusive, no conceito inicial, seria outro formato e teria bem menos texto. Mas ao revisitar o material que havia produzido, pensar no que faltou ser ilustrado, repensei tudo.
O distanciamento pelo tempo me permitiu uma reflexão sobre tudo o que vivi. O que me ajudou a escrever depoimentos sinceros, pois eu queria conversar com o leitor. Eu queria que ele se sentisse companheiro na jornada. Um amigo. 
O limite dessa intimidade com o leitor provavelmente é aquele que não me permitiu abrir mais a intimidade do casal de viajantes. Se falasse de nossa vida pessoal em primeiro plano, o livro teria outro sentido. Aí seriamos protagonistas, personagens! Mas a minha intenção era falar da Alemanha. Não de nós. Sim, através do livro somos o canal entre o leitor e aquele país através de meu ponto de vista. Mas não vi sentido em esmiuçar todas as experiências para tentar forjar uma relação mais expositiva. Isso eu preferiria fazer na forma de uma ficção inspirada em nossas viagens. Tenho uma ideia para uma graphic novel que parte desse princípio que espero realizar em breve.


Qual é a diferença de pensar o material do Reisetagebuch e de uma HQ?
José Aguiar – Acredite ou não, Reisetagebuch foi um projeto mais fácil de fazer do que uma HQ. Como não se tratava a princípio de um de livro, foi surgindo organicamente. Primeiro em desenhos em meu caderno, depois ilustrações de temas específicos que renderam duas exposições até chegar à ideia do livro. Já uma HQ precisa de um planejamento mais ordeiro desde o princípio, senão acaba inconclusa ou sem sentido.
Quando chegou a hora de escrever o livro, a partir das imagens que criei e do acervo que montei, já estava tudo lá. Era só por a casa em ordem.


Qual foi seu trabalho no Osmose como curador e de que maneira chegou a esses artistas?
José Aguiar - Na verdade, a curadoria do evento ficou a cargo do jornalista e tradutor Augusto Paim. Eu participei das discussões e escolhas dos possíveis candidatos, pois era consultado durante todo o processo devido a minha experiência como autor e curador de eventos de quadrinhos. Mas as minhas reais funções foram ajudar na formatação do projeto, cronogramas de trabalho e parâmetros editoriais para os artistas, com quem mantive contato durante suas viagens. Quando a Libretos assumiu a edição do livro acompanhei o processo para que estivesse dentro dos critérios definidos pelo Goethe-Institut.
Os artistas foram escolhidos a partir de diversos critérios: queríamos que representassem diferentes regiões, gerações e traços de ambos os países. Que fossem artistas capazes de realizar tanto roteiro quanto desenho, mas que tivessem uma obra autoral, no sentido de não serem autores que trabalham sob encomenda para os mercados americano ou europeu. E, como disse antes, que ainda não tivessem visitado o país onde iriam registrar em uma HQ inédita.
Assim, cada um viveu um mês longe de casa e criou, além dos diversos esboços presentes no blog do projeto, o livro Osmose – Brasil e Alemanha em Quadrinhos que se tornou meu segundo projeto realizado sobre a Alemanha em 2013, publicado no mesmo ano do meu diário de viagens pessoal, o Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha, o que fechou um ciclo de minha vida relacionado à Alemanha.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Osmose na FM Cultura


      Neste sábado, 05 de outubro, às 11h o apresentador Luís Dill falará sobre o Osmose, recentemente lançado em São Paulo e que terá lançamento em outras capitais do país e na Feira de Frankfurt, não percam!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Osmose no Guia do Estadão

    Na última sexta-feira, 27 de setembro, saiu uma nota no Guia do Estadão sobre o lançamento do Osmose na Gibiteria, veja:




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Osmose no Omelete

Osmose | Álbum reúne HQs de autores brasileiros e alemães em intercâmbio
Quadrinistas trocaram de país por um mês para criar histórias
Érico Assis
27 de Setembro de 2013

     João Montanaro  foi conhecer Munique, Mawil veio para Porto Alegre, Paula Mastroberti foi para Berlim, Birgit Weyhe passou por São Paulo, deixando lugar para Amaral  em Hamburgo, enquanto Aisha Franz veio conhecer Salvador.

     Seis quadrinistas trocaram de cidade, entre Brasil e Alemanha, durante quatro semanas em 2012, com o objetivo de produzir HQs sobre a experiência no estrangeiro. Intitulado Osmose, o projeto promovido pelo Goethe-Institut, com curadoria dos também quadrinistas Augusto Paim e José Aguiar, agora rende um livro com a produção.

    A edição bilíngue, em capa dura e papel couchê, reúne as seis HQs dos autores, que vão de uma adaptação dos Irmãos Grimm até a "análise sociológica de Munique" de Montanaro - veja uma prévia:


    Osmose: Brasil e Alemanha em Quadrinhos (ou Osmose: Brasilien und Deutschland in Comics) é lançamento da editora Libretos. Tem 88 páginas e custa R$ 32. O livro terá vários eventos de lançamento em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Teresina e Belo Horizonte - confira aqui a programação.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Osmose - Blog do Orlando UOL

    Saiu no Blog do Orlando/UOL hoje esta matéria sobre o Osmose, com uma entrevista com o quadrinista João Montanaro que participou do projeto vejam:

Osmose poderia ser o nome de uma banda punk ou de um gibi do marcatti. mas não. É o resultado de um projeto de residência de três quadrinistas alemães que vieram para o brasil e três brasileiros que foram para a alemanha no segundo semestre de 2012 a convite do goethe institut. o livro editado pela gaúcha libretos está sendo lançado neste sábado, 28, em são paulo e traz as experiências dos alemães aisha franz, birgit weyhe e mawil que vieram a salvador, são paulo e porto alegre, respectivamente e dos brasileiros joão montanaro, paula mastroberti e amaral que foram a munique, berlim e hamburgo.


Com coordenação editorial de josé aguiar e curadoria de augusto paim, a caprichada edição mostra o quanto artistas podem se surpreender quando saem de sua zona de conforto e o quanto esse espanto pode gerar boas obras.Uma delas é a de João Montanaro.

segue entrevista com o cartunista:

blogdoorlando – como surgiu o convite para esse projeto?
João Montanaro - Fui convidado pelo pessoal do Goethe Institut, depois veio o José Aguiar (um dos coordenadores do projeto)
E trocamos figurinhas…

blogdoorlando – vc já tinha viajado sozinho para fora do país?
João Montanaro - Bom, ainda não viajei sozinho, hehe. Fui com meu pai. O pessoal do instituto ficou com receio de mandar um menor de idade sozinho numa viajem internacional…
Mas eu nunca tinha ido pra fora do país….

blogdoorlando – vc se preparou de alguma forma ou foi no improviso?
João Montanaro - Um amigo meu é bem ligado à cultura alemã. Então bati uns papos com ele, mas não muito mais… Eu não queria saber exatamente o que iria ver por lá, minha ideia era ir vivenciando as coisas pra só depois fazer uma ou outra pesquisa na hora de desenhar minha histórinha. Acho que isso ajudou a ter mais surpresas nas minhas impressões… Era a primeira vez que eu via muita coisa… De metrô sem catraca a velhos pelados no parque público. Claro, devo ter me ferrado nuns pontos por não ter feito uma pesquisa prévia, como no campo de concentração de Dachau, onde toda a visita era em alemão.

blogdoorlando – quais foram suas primeiras impressões? e o que mais te chamou a atenção?
João Montanaro -  Minha primeira impressão foi o clichê do primeiro mundo “Santo Deus, num é que as coisas aqui dão certo?”…
Como disse, metrô que não precisa de catraca – as pessoas compram o bilhete mas não precisam passar ele em nenhum sensor ou máquina que engole ele – pessoas bem educadas, mas também meio frias… O senso de cidadania era legal, não existia esse calor brasileiro de bater papo com o estranho e oferecer casa, comida e roupa lavada, mas as pessoas sabiam que o que elas usavam ia ser usado pelo próximo então respeitavam umas às outras.
O mais estranho lá eram as pessoas peladas no maior parque público da cidade (gente botando o bimbo pra pegar um bronze) e a privada alemã, que tem um compartimento seco onde você deposita o que tem que depositar e só sai quando dá a descarga.

blogdoorlando – que tipo de assistência vc teve lá? ficou morando onde?
João Montanaro - Eu e meu pai ficamos numa mansão pública chamada Ebenböckhaus, ela servia de palco para diversas atividades culturais e também como moradia para os artistas visitantes.
Como nenhum de nós fala alemão, uma senhora amiga de Thomas, coordenador da casa, fez um tour, nos ensinou a andar de metrô e deu um monte mapas. Você se sente um analfabeto, tem que ficar atento até na hora de pedir comida ou ir ao banheiro…

blogdoorlando – vc manteve contato com os outros artistas antes e depois da viagem?
João Montanaro - Em Munique eu cheguei a ir em dois encontros de artistas… Um deles era meio furado, o pessoal fazia concept art pra filmes e video games e eu mostrava meus bonequinhos narigudos, então eles me indicaram um encontro que ocorria todos os meses com os ilustradores e cartunistas locais… bem aos moldes do que fazemos aqui, mas com mais cerveja.
Os estilos variam pouco. Ou é uma coisa experimentalista européia ou bem infantil… pelo menos na reunião que eu fui. Aqui no Brasil eu tive contato com dois dos alemães que vieram pra cá, Birgit e Mawil. Infelizmente não mantive o contato depois…

blogdoorlando – quantos palavrões vc aprendeu em alemão?
João Montanaro - Pior que não aprendi nenhum… mas meu amigo acaba de mandar um “Scheißkerl” pra você =) hehehe!

serviço:
osmose: brasil e alemanha em quadrinhos
onde: gibiteria
praça benedito calixto, 158 – 1º andar – pinheiros – sp
quando: dia 28/09 a partir das 16h
autores: aisha franz, birgit weyhe, mawil, joão montanaro, paula mastroberti e amaral
editora: libretos (porto alegre)
bilíngue: Português e Alemão
formato 20,5 cm x 28 cm | 88 páginas | capa dura
R$32,00